A história do Esperanto

A HISTÓRIA DO ESPERANTO

 

  

               Filho de judeus, Zamenhof nasceu numa pequena cidade da Polônia, denominada Bialistoque, em 15 de dezembro de 1859.

               Naquela época a Polônia encontrava-se sob o domínio dos russos, que estimulavam o choque de ódios raciais, religiosos e nacionais entre os diversos grupos que viviam em solo polonês. Polacos, judeus, lituanos e alemães detestavam-se mutuamente. Nesse clima Zamenhof cresceu e viveu sua infância.

               Desde criança ele acalentava o sonho de criar uma língua, pela qual as pessoas de sua cidade  pudessem se entender. Zamenhof aprendeu vários idiomas e, ainda no ginásio, rascunhou aquilo que viria a ser a língua universal.

                 Zamenhof foi estudar medicina em Moscou. Num de seus retornos de férias, procurou pelos rascunhos. Sua mãe informou que o pai os havia queimado.

                 Pacientemente ele reconstruiu todo o seu idioma. Testou-o de várias maneiras. Traduziu grandes obras da literatura mundial.

                 Finalmente, em 26 de julho de 1887, com o auxílio financeiro de seu futuro sogro, Zamenhof lançou o Esperanto para o mundo, através de um pequeno livro, em russo, que contém o alfabeto, as 16 regras gramaticais, alguns textos de leitura, em prosa e verso, e um vocabulário. No mesmo ano saem edições em polonês, alemão e francês. A língua ganha seus primeiros adeptos.  São fundados os primeiros clubes para o cultivo do idioma. Editam-se revistas e alguns livros escritos diretamente em Esperanto  e traduções de obras de línguas nacionais.

 

               Em 1905, ocorreu em Boulogne-sur-mer, na França, o primeiro Congresso Mundial de Esperanto, onde quase mil pessoas se confraternizaram e utilizaram o idioma em toda a sua plenitude. O interesse pelo Esperanto cresceu. Anualmente sucederam-se outros Congresos Mundiais.

 

               Em 1914, porém, a deflagração da 1ª Guerra Mundial interrompeu a expansão do movimento esperantista. Zamenhof falece, em Varsóvia, a 14 de abril de 1917. Finda a guerra, o Esperanto consegue retomar suas posições anteriores, mas volta a perdê-las com a eclosão da 2ª Guerra Mundial. Hitler proíbe manifestações esperantistas na Alemanha e nos países por ele subjugados. Persegue, encarcera e manda matar esperantistas. Na Polônia, toda a família Zamenhof foi dizimada. Por sua vez Stalin faz o mesmo na Rússia e países satélites. Também na China e no Japão, o Esperanto sofreu perseguições semelhantes.

          Com o fim da 2ª Guerra Mundial, o Esperanto se reorganiza e renasce em muitos países da Europa.

          Com o fim da Guerra Fria, ressurge o movimento esperantistas nos países da Europa Central e da União Soviética.

 

 

(Em Esperanto para Principiantes – Aloísio Sartorato – RJ.)

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